***hoje tô toda esquisita, com a sensação que eu faço as coisas tortamente. queria externar isso, mas só consegui fazer piada com a HORA DO PLANETA. lembrei de um sábado, há um tempo grande: eu estava em casa, sem convite pra fazer algo, foi anoitecendo e nada de nada acontecia...minha irmã olhando pra mim com cara de interrogação, sem entender eu ali, sem me agitar pra coisa alguma. e veio jornal, novela e veio humorístico. e eu ali, bem plantada na sala, sentindo uma dor, uma angústia, como se o mundo todo soubesse de uma festa acontecendo e ninguém quisesse me contar, não uma festa literal, mas festa-estado-de-espírito. veio o gosto amargo do que eu imaginei ser solidão. e era muito pior quando alguém em casa tentou ser solidário naquela noite: eu queria sentir o frio da madrugada, queria estar do lado de fora, destrancar tudo e voltar com os sapatos na mão. achei que com o tempo isso passasse e veja você, hoje é sábado e essa mesma sensação, tantos anos depois veio me fazer companhia. eu simplesmente não quero você aqui, mas você, dona sensação ruim, é uma chatíssima insistente e não se manda, não se joga pela janela de uma forma não poética. sua vontade me parece, agora, maior que a minha. não vou te fazer sala, te pegar um copo, te servir coisa alguma. você fica aí e decide ir embora logo, faça-me o favor***
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