sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
ano novo, vida nova ou nada morno me interessa
Quando começa o ano, a folhinha muda e a gente acha que um portal mágico se abrirá e tudo mudará também. Não, não muda. Mas dá ânimo pra mudança. Pra ver o que está mais ou menos e querer mudar. Porque o que está errado a gente quer mudar sempre. E o morno? O nem lá nem cá? Ânimo, meus caros.
Aí rezei muito dia 31 de dezembro. Pedi para esquecer algumas coisas e deixar de lado outras. Borrar mágoas. Sorrir diante dos problemas. Rir de mim. Pegar leve mesmo diante de coisas pesadas.
Fiquei num braço do rio que encontrava o mar, deitada ali por muito tempo. A alma lavando enquanto o corpo dourava. E depois cachoeira, pra limpeza profunda, tipo ciclo pesado da máquina de lavar.
E então esperei pelo novo ano sendo uma nova eu diante de algumas coisas. Não foi mágica: foi questão de autoconhecimento, de todo dia ralar um monte pra fazer dar certo. Mesmo. Ser feliz dá trabalho, seria mais fácil se jogar no sofá e reclamar da vida. Achar o fim porque alguém querido não deu atenção. Criar monstrinhos com pensamentos recorrentes. Não, obrigada. Não sei nem chorar direito, fico com uma dor de cabeça horrível de você querer arrancá-la do pescoço e jogar na rua. Mas sorrir eu sei.
E ser feliz é aprendizado. Pode vir qualquer ano novo. Tô aqui.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Saudade agride, desconforta, atrapalha.
Mas pior do que saudade seria não ter conhecido você.
Estar esperando sem saber que esperava.
Notar que falta algo que nem chegou ainda. Apressar uma ausência em mim.
Como seria trágico sentir saudade daquilo que preciso e que não experimentei. Uma saudade véspera da saudade. Uma saudade antecipada. Possuir a saudade e não o amor para justificá-la. Sofrer a lacuna, desprovido de uma razão para não enlouquecer.
Uma saudade anônima. Uma saudade inexplicável. Uma saudade inconsciente. Uma saudade que iria doer tanto quanto agora mas sem que eu entendesse o motivo.
Uma saudade esperançosa de passado. Uma saudade sem diagnóstico. Uma saudade quase pressentimento.
Não completaria nenhum texto, andaria até a janela por mera curiosidade, abriria as gavetas a troco de nada, mexeria no celular à toa.
Interrompido de sua vida, distraído de minha vida. Uma cicatriz procurando a ferida.
Triste mesmo quem nunca coincide a saudade com sua paixão. Triste mesmo quem nunca descobre o rosto de sua saudade.
não fui eu que escrevi. não escreveram para mim. este texto é da autoria de fabrício carpinejar, que soube brilhantemente descrever sentimentos e situações que eu nunca consegui traduzir. admiro desde já. pode passar o resto da vida sem escrever nem a lista de mercado que eu vou pagar pau pra sempre!
obrigada alessandra - lelê - siedschlag por ter inspirado esse monumento escrito. *-*
Mas pior do que saudade seria não ter conhecido você.
Estar esperando sem saber que esperava.
Notar que falta algo que nem chegou ainda. Apressar uma ausência em mim.
Como seria trágico sentir saudade daquilo que preciso e que não experimentei. Uma saudade véspera da saudade. Uma saudade antecipada. Possuir a saudade e não o amor para justificá-la. Sofrer a lacuna, desprovido de uma razão para não enlouquecer.
Uma saudade anônima. Uma saudade inexplicável. Uma saudade inconsciente. Uma saudade que iria doer tanto quanto agora mas sem que eu entendesse o motivo.
Uma saudade esperançosa de passado. Uma saudade sem diagnóstico. Uma saudade quase pressentimento.
Não completaria nenhum texto, andaria até a janela por mera curiosidade, abriria as gavetas a troco de nada, mexeria no celular à toa.
Interrompido de sua vida, distraído de minha vida. Uma cicatriz procurando a ferida.
Triste mesmo quem nunca coincide a saudade com sua paixão. Triste mesmo quem nunca descobre o rosto de sua saudade.
não fui eu que escrevi. não escreveram para mim. este texto é da autoria de fabrício carpinejar, que soube brilhantemente descrever sentimentos e situações que eu nunca consegui traduzir. admiro desde já. pode passar o resto da vida sem escrever nem a lista de mercado que eu vou pagar pau pra sempre!
obrigada alessandra - lelê - siedschlag por ter inspirado esse monumento escrito. *-*
Fui ao correio. Assim que eu cheguei, começou a chover forte.
Tem 16 pessoas para serem atendidas antes que eu. Daqui 16 pessoas é bom ter parado a chuva, só acho.
Uma atendente querida postou meu pacote. Deu tempo de mandar boas energias dentro do embrulho. !6 pessoas depois a chuva tinha parado e eu me senti uma pessoa muito iluminada. Na rua molhada, o mormaço me abraçou. December rain *_*
Assinar:
Postagens (Atom)



