sábado, 25 de fevereiro de 2012

*** a vida não é filme e você não entendeu ***

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*** e aí que você conhece uma pessoa e fica bem feliz com isso. vocês conversam, descobrem afinidades, riem juntos, tudo é muito legal. aí o tempo corre demais ( há teorias que dizem que na verdade vivemos 16 horas no lugar das esperadas 24...), vocês se unem rapidamente e se distanciam na mesma velocidade. ou um só se distancia. aí dói pra quem ficou. muito.
a gente sempre acha que a grama do vizinho tá mais verdinha. e vai embora.
a gente sempre acha que a bola do outro é mais redonda. e vai embora.
a gente sempre acha tanta coisa do outro e nada de si. e vai embora.
aí a vida é bacana e feliz como uma tirinha em quadrinhos. começo, meio e fim. a história toda contada rapidinho e você sorri no final. é uma gracinha, mas eu quero mais.
eu quero uma história longa e saborosa, uma tirinha de muito mais que três quadros. quero rir junto. dar beijo de boa noite. andar de mão dada. sair pra dançar. ficar perto sem precisar dizer nada. dizer muito. ouvir muito. ser. estar. permanecer. ***




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

*** carnaval ***


***boy magia, dirigente da Império da Casa Verde, invade a área destinada aos jurados, rasga as notas e sai correndo***
pra mim foi umas das coisas mais legais. juro. quem nunca teve essa ideia?
o cara foi preso, moralistinhas se envergonham e eu acho graça. de verdade.
pra mim é isso: transgressão, alegria, movimento. molecagem e brasilidade. chamaram o cara de vândalo. teve quem botasse fogo em escola alheia - aí sim já é demais. pra mim ele foi meninão, felizão ( ou infelizão no caso, porque bateu revolta e ele resolveu do jeito que achou que ele tinha que resolver). 
querido tiago ciro tadeu faria: aparece na receita federal e pode rasgar tudo o que me envolva. acho bem injusto eu pagar tanta taxa. rasga sem dó. pode rasgar também qualquer carta triste que eu tenha recebido um dia e se você tiver habilidade, delete meus e-mails dessa natureza. tks seu lindo!


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

***solução sim***

***você tá aí vivendo, cuidando de coisas simples, indo e vindo pelo mundo. tudo muito bom, tudo muito bem e eis que uma coisinha bem simples e pequenina destrói a possibilidade de felicidade terrena. isso acontece sempre, as coisas voltam pro lugar e você volta a ser feliz ( ou quase). 
estava eu vivendo exatamente essas indas e vindas e coisinhas simples quando meu celular resolveu não mais tocar. sim, me ligavam, o caso não era solidão. o caso era mutismo.
deixei todo mundo louco. estávamos na praia, comigo estavam três crianças e mais 6 adultos e ninguém foi capaz de descobrir o que acontecia. detalhe: 3 eram médicos, 2 dentistas e além de mim, outra professora, pessoas reconhecidas como intelectualmente capazes. nada. silêncio.
-configura o ajuste!
-não é no som?
- ué, mas ele toca música, por que não toca quando a gente liga?
- não tá no modo avião?
- leva na assistência.
foi me dando uma tristeza profunda. de verdade. 
sou dramática.mesmo. 
aí que eu passei todo o carnaval velando meu celularzinho que imaginei nunca mais tocar me avisando das ligações, mensagens e notificações. quase coloquei preto e um véu na cabeça e fui chorar na quarta de cinzas.
e assim como quase tudo na vida, o problema era tão pouco, de solução tão fácil que eu me senti uma trouxa quando vi o que era: fui com o adriano (melhor amigo ever, compadre, irmão e tudo mais que usamos pra dizer que essa pessoa é bacana, especial e leal ) ao shopping e contei meu drama. ele olhou o celular, mudou um botãozinho e pronto. muito simples, como tudo na vida. a gente é que tem mania de complicar.***

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

***prazo***

ganhei um prazo da ju hoje.
escrevi aqui pra não esquecer.
podeira marcar no meu celular, mas eu ando quebrando as coisas.
aqui está: não esqueça:
eu tenho 6 meses: 20 de agosto, no máximo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

***bárbara menina***

***era uma vez uma menina grande, de olhos espertos e cílios enormes. viva, inteligente, com histórias bacanas pra contar. namorava, estudava, trabalhava, cumpria funções de filha, de irmã, de amiga...uma vida que alguns consideram normal.
como todo mundo, às vezes as noites dela se tornavam mais escuras, pesadas e difíceis de serem atravessadas. bárbara nem sempre sabia da onde vinha essa angústia e como dar conta de fazê-la sumir. conviver com um bicho desses é tarefa complicada que exige remédio e análise. ou um abraço apertado e umas verdades bem ditas. nessas noites, creio eu, ela se esquecia que era luz e alegria na vida de muitas pessoas. uma pessoa que fazia a diferença, que tornava o ambiente mais colorido e vivo. sim, ela trazia consigo um tremor de terra instantâneo. uma vez cismou de implicar com um professor, coisa de menina boba e imatura. pois ela fez um senhor estrago, causou confusão e falatório. como quando deu uns beijos no cinema e virou assunto, fofoca e buchicho.eis que a bárbara menina grande não sabia, muitas vezes, que era linda e forte, guerreira, carinhosa e durona, menina-mulher, que sabia saborear o doce-amargo da vida. sim minha bárbara, a vida é amarga, é azeda, é salgada, é doce, é insossa também.
o que aquela menina não sabia é que era só uma noite escura: a vida era muito maior. e que mesmo essas noites ensinam, mesmo que não saibamos a lição ainda, que o entendimento demore.
vai ser feliz, barbaramente feliz!***

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

***sobre nós***


***e aí que eu peguei meu coraçãozinho meio cambaleante e o coloquei pra bailar. dois pra lá dois pra cá. de cambalear bambeaou e então encarou-me. ainda tínhamos uma chance: uma chance de fugir. 
eu fui dura com ele e disse que fosse. como uma criança que solta devagarinho a mão da mãe no primeiro dia de aula, primeiro ele pisou leve e como se olhasse pra mim pra verificar se eu estaria ali caso necessário , seguiu seu caminho. 
de bater o coração cansou. voltou logo, chorando pro meu colo, pedindo afago e reclamando de detalhes.
nós tivemos uma conversa bem longa. chegamos a conclusão que precisávamos entrar em acordo. 
sim: um dia quero estar numa sala toda enfeitadinha, preparada para receber as pessoas com flores, fotos e alegria, algo sendo feito no fogãozinho...lá fora tanto faz ser dia ou madrugada. num sofá macio, umas almofadas bacanas e o controle remoto perdido por ali. ambos, meu coração e eu, concordamos que seria bem feliz isso.
 na bancada do banheiro, as escovas de dente juntas no copo, gritando nossa intimidade de falar com a boca cheia de pasta pela manhã, contando coisas e rindo do dia que nem começou direito. essa parte deixou meu coração mais entusiasmado que eu, ele se empolgou com a história de tomarmos um café preto, com gosto de beijo e aquela preguicinha boa que dá depois de ler o jornal na cama. a gente ia procurar coisas legais pra fazer, disse eu ao coração. ele, qual criança que se anima com doces, enxugou o cantinho do olho, ainda marejado.
a gente pode não fazer nada também, passarmos o dia ali...lendo, cozinhando comidinhas boas, a cerveja gelada que eu ia fazer questão de buscar. ou podíamos ir pro mar. é, mar é ótimo, impossível não sorrir diante do mar. quero estar lá toda , inteira, serena.
quero olhar a cidade à noite também, ver as luzinhas piscando ao longe, adivinhar nas casas quem está contente.na verdade a gente queria estar contente ao lado de alguém bem bacana. tem que ter voz mansa e histórias pra contar.
nós íamos cuidar bem dele. era só deixar...cuidar e ser cuidado. ouvir e ser ouvido. 
ser riso. 
sorrisos.
sem siso. 
concisos. 
sonhos e cotidiano. ***

A DIFERENÇA ENTRE NÓS 
NÃO É A CIDADE, 
NÃO É A IDADE 
NEM TAMPOUCO A HORA DE DORMIR. 
A DIFERENÇA É QUE EU SOU ABSURDAMENTE FELIZ. E VOCÊ, NÃO.