quarta-feira, 13 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
*** associação atlética ipiranga ***
***eu fui bem feliz na minha infância. feliz e livre. tão livre que se fosse hoje o conselho tutelar vinha atrás da minha mãe e me confiscava, certeza. nós morávamos na fernando arens, dois quarteirões antes do paulo mendes silva, e desde sempre essa rua foi movimentadíssima, carro, ônibus, moto, caminhão, charrete e bicicleta de monte e desde sempre eu fui sozinha nos lugares. ia pra escola andando e andando ia na piscina todo dia. TODO DIA. sem força de expressão nenhuma, menos às segundas-feiras - dia que o ipiranga não abria, eu estava lá.
como eu, as crianças do bairro e dos bairros próximos também. ninguém passava filtro solar, a gente corria em volta da piscina, brincava de lutinha, se empurrava e ninguém morreu, e se machucou foi machucado pouco, de se curar com merthiolate que ardia e pronto.
era quase insanidade dos pais deixaram a gente ir sem supervisão: o clube tinha ( e até onde eu sei ainda tem)um parquinho, 3 piscinas, que a gente apelidou de pequena, média e grande: a pequena era pra quem era de fato muito pequeno, redonda e num lugar que batia mais sombra, do lado do bar. e média, um pouquinho mais funda, também redonda, ficava do lado. e tinha a grande...ah, a grande! era de fato grande e funda, bem funda e o grande lance era encostar a mão lá embaixo e ficar bastante tempo submerso. e tinha um trampolim, com grades laterais:os meninos subiam nas grades e davam mortais (com o corpo pingando em cima do ferro quente) e ninguém imaginava que podia escorregar, quebrar o pescoço, morrer afogado, esses dramas atuais. éramos todos despreocupados.
os tiozinhos jogavam bocha, a moçada futebol e tinha sinuca, pebolim e ping pong. eu só ia embora quando a piscina fechava e no dia seguinte estava lá quando ela abria. era negra e meus biquinis (eu só tinha dois e ia revezando) totalmente desbotados pelo cloro. ia embora com o olho mega vermelho pela mesma razão e quando tinha dinheiro comprava sorvete ou coxinha no bar e a vida era maravilhosa. as minhas irmãs iam de final de semana e eu queria ficar perto, curtir uma de adultinha, deitar na toalha e ouvir música, que tocava nos altos falantes. e teve a vez que a minha mãe foi e esse dia foi lindo, ela de maiô preto, sentadinha do lado da mãe da simone, rindo e mexendo os pés na água...
eu não lembro porque a gente deixou de ser sócio de lá, nem imagino. já tive vontade de entrar e olhar como está, mas deixa assim. meus olhos hoje não verão o que eu via quando era criancinha.***
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
*** orkut***
***sim, eu ainda tenho um perfil lá. tenha essa conta faz mais de 7 anos. é muuuuuuuito tempo. no começo tinha que ter convite e tal. se fizesse **** ia pra prisão do orkut e não podia mexer por um tempo. veja só, você ia preso no orkut. só podia postar 9 fotos e todo mundo lia o que todo mundo escrevia. altas alfinetadas eram dadas. tipo, a pessoa terminava o namoro e entrava numas de fazer parte de umas comunidades "meu ex pensa que é o bozo". uma vez entraram em uma "eu amo uma maria cláudia" e foi um dos dias mais felizes da minha vida! (- juro!!!!). e os depoimentos!!! os recebidos e os escritos!!!depois aumentaram o limite de fotos pra 12 e um belo dia apareceu um aplicativo mostrando quem tinha entrado na página de quem. isso deu margem pra muita discussão mas também pra alegrias e cantadinhas: obrigada por me visistar e pronto, conversa engatada. as pessoas começaram a apagar os recados, trancar fotos e tudo foi ficando muito chato. inventaram joguinhos chatéerimos que o povo viciou. e o budy poke, que era uma graça e tinha moedinhas pra você ter acesso a mais roupinhase cabelinhos. e recados com vídeo, recados com fotos e os gifs que eu particularmente acho ridículos! aí liberaram as fotos: pode ter 10.000. parece muito? pois eu cheguei a ter mais de 6000. tudo isso porque meu orkut acabou virando mural da escola, todo mundo copiando as fotos e se vendo ali. por essa razão,não vou excluir minha conta...apaguei todos os recados ( e me emocionei relendo muitos), as fotos pessoais e deixei as dos alunos ali. porque na verdade é uma história bacana demais sendo contada ali. um dia vai ser cult. um dia ninguém mais vai ter, ok. mas está lá, para aqueles que quiserem lê-la.***
sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
*** se você lesse***
***se você lesse isso tudo talvez soubesse. o talvez é por conta da interpretação, taí escrito mas eu não estou perto pra explicar uma vírgula mal intencionada. queria estar bem perto. já neguei, já fingi, mas é...vou ser bem clichê e dizer o já sabido: você é o meu grande amor. sim, é. isso é bem dolorido de admitir, estivemos juntos por tempo de menos. eu não sei nada mais de você e dizem que saudade é não saber. às vezes eu imagino você, como você está, se seu nariz sarou de vez, se esse tempo seco não está te incomodando demais, se assistiu um documentário interessantíssimo que eu assisti ontem e você teria amado, se leu uma notícia x ou y e lembro da gente parado igual de frente um pro outro através da tela do note...e penso como seria se eu te visse agora,batendo na minha porta. não diria nada ou diria muito, imposível saber. ia ficar parada admirando o seu sorriso, te abraçar apertado, contar coisas bobas e felizes e ficar ouvindo você por horas, até você julgar que contou o que tinha pra contar ou guardar um pouco pra depois. e me perderia no teu olhar...eu moraria nele pra sempre se você quisesse. uma vez eu ouvi que "coração da gente é terra que ninguém anda" e pode soar presunçoso eu dizer que você também tem isso, de pensar em mim. sei que pensa. eu sinto a sua presença às vezes e se eu esticasse as mãos poderia alcançá-lo. a gente ia terminar de assistir "o poderoso chefão" e eu iria com você pra longe, pra perto, sem mala nem documento. iria e só. só não, esse só é muito. e eu, muito só, tenho saudade. ***
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